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Quem somos

Em 2016, numa oração de Angelus o Papa Francisco disse que “a humanidade tem de redescobrir o valor da hospitalidade”. É este o grande valor do movimento, a hospitalidade e que é difundido entre os jovens. O Papa Francisco relembrou-nos que

“a hospitalidade surge verdadeiramente como uma virtude humana e cristã, que no mundo de hoje corre o risco de ser descurada”

por isso é tão importante praticá-la. D. Tolentino Mendonça escreveu no seu livro “Nenhum caminho será longo” que a amizade tem sabor a hospitalidade, a corridas atarefadas e a tempo investido na escuta, assim deve ser o Jovem Hospitaleiro. 

É a matriz de onde brotam outros valores:

Humanização

A relação deve ser valorizada a nível emocional, reforçando a participação com o coração, pelo que é importante conhecer e respeitar as histórias vividas e as dores, tanto físicas quanto emocionais que fazem parte do caminho e das pessoas que se cruzam. 

Solidariedade

Tendo em conta a crise de refugiados e todas as crises mundiais que vivemos, é importante recordar que a autêntica hospitalidade é um profundo valor evangélico que alimenta o amor e que é a maior segurança. O Papa convida a “transformar as comunidades em lugares de boas-vindas de todos os filhos de Deus para que tenham a oportunidade não só de sobreviver, mas de crescer, florescer e dar frutos”.

Serviço

Como S. João de Deus nos diz “fazer o bem, bem feito” é o essencial, pois o maior milagre é poder servir a vida, e muitas vezes a vida na sua fragilidade e contradição.

Compaixão

Hospitalidade é uma escola de misericórdia que fez Bernard de Clairvaux dizer: “O misericordioso compreende a verdade do seu próximo, conformando-se a ele com simpatia, de modo a viver as suas alegrias e tristezas como se fossem suas, fraco com os fracos, pronto para se alegrar com os que se alegram e chorar com os que choram.”

Compromisso

É essencial pois incute decisões e escolhas, sabendo que liberdade não é a ausência de responsabilidade mas sim a capacidade de escolher do que é melhor e faz crescer. Assim, o compromisso é parte essencial de ser jovem no mundo, como cidadão e cristão ativo. 

Um jovem de fé realiza atitudes capazes de mostrar a transformação gerada pelo Evangelho. A fé oferece um entregar-se com confiança a Alguém que é Deus e que dá um conhecimento não menos sólido que o das ciências. A fé é um gesto de confiança livre e certa num Pai que ama e que dá esperança… A fé é uma experiência real e relacional. 

O Ir. Alois de Taizé escreve-nos na carta anual de 2019: “Às vezes compreendemos muito pouco sobre Deus, mas podemos avançar com esta confiança: Deus deseja a nossa felicidade, acolhe-nos a todos, sem quaisquer condições prévias. O próprio Deus é a fonte da hospitalidade. Mais ainda, através de Cristo, Deus foi tão longe a ponto de se tornar um de nós, para levar e acolher a humanidade junto de si. Esta hospitalidade de Deus para connosco toca as profundezas da alma: ultrapassa e transborda todas as fronteiras humanas.


A hospitalidade de Deus para connosco é um chamamento: recebamos os outros, não como gostaríamos que eles fossem, mas tal como eles são; aceitemos ser acolhidos por eles à sua maneira e não à nossa.”
 

Pautar a vida por estes valores satélites da Hospitalidade exige que cada jovem hospitaleiro, faça um caminho de autoconhecimento, formação da personalidade e progressiva humanização; que aprenda a acolher, respeitar e servir as “pessoas diferentes” de forma generosa e constante; que aprofunde a fé cristã como espaço de experiência humana e religiosa.