JH celebra Dia Mundial do Doente

JH celebra Dia Mundial do Doente
Lê duas reflexões escritas por duas Jovens Hospitaleiras!

No dia 11 de fevereiro celebrou-se o Dia Mundial do Doente.

A alguns JH's foi proposto escreverem umas reflexões acerca deste dia tão especial. Fica com os textos das jovens Maria Ramos e Inês Silva.

 

"Porque é urgente o amor, a empatia, os bons valores.

É urgente pelo menos tentar estar no lugar do outro e perceber que uma pequena ajuda muitas das vezes faz a diferença.

Em particular nesta altura em que estamos todos muito cansados com a pandemia, em que as nossas vidas mudaram , em que as vidas

dos nossos familiares e amigos mudaram não pensemos só em nós e no que está menos bem connosco mas que se consiga pensar também um bocadinho mais no outro.

Não só nos doentes mas em todos os profissionais e pessoas comuns que de alguma forma estão na tão falada linha da frente no sentido de ajudar.  

Estar para o outro também pode significar estar para nós mesmos.

"A doença tem sempre um rosto, e até mais do que um : o rosto de todas as pessoas doentes, mesmo daquelas que se sentem ignoradas,

excluidas , vitimas de injustiças socias que lhes negam direitos essenciais"  - Papa Francisco

Maria Ramos

 


 

"Hoje, 11 de fevereiro, celebra-se o XXIX Dia Mundial do Doente. É um dia especialmente dedicado a todos os doentes, bem como a todos que os assistem e lhes prestam os devidos cuidados.

O tema deste dia, baseado no trecho evangélico em que Jesus critica a hipocrisia de quantos dizem, mas não fazem (cf. Mt 23, 1-12), e a situação ocorrida com a figura bíblica de Job, que estava doente e não conseguia ser acompanhado pelos seus amigos e esposa, sentindo-se só e desamparado, fez-me refletir no quão mal vistos os doentes são perante a sociedade.

Ser doente não é motivo de vergonha, de discriminação, ou até mesmo de injustiças sociais, pois, mesmo doente, trata-se de um ser humano que, apesar de se apresentar na sua maior vulnerabilidade e fragilidade, é um ser humano cheio de dignidade, fé e esperança.

Eu, como estudante para uma das profissões que, a meu ver, é das mais nobres, a Enfermagem, tenho um carinho e sentimento muito especial em relação a este dia, pois nas minhas experiências, tanto no cuidar dos doentes como até quando sou eu que, doente e na minha vulnerabilidade, precise de cuidados e alguém que me assista, tenho a triste consciência de que os doentes sofrem muito, e toda a ajuda é útil para se alcançar o mínimo de conforto e bem-estar aos mesmos. Apenas um gesto caridoso, solidário e sincero, pode tornar a vida, ou nem que seja só o dia do doente bem melhor. Se o doente se sentir acompanhado, cuidado, apoiado por quem lhe quer bem, terá mais forças (e nisto saliento o poder da fé) para fazer o seu caminho e fazer com que esse caminho dure mais e que valha mais a pena.

E em maneira de acabar, apelo a que Deus continue a ajudar e a dar graças a todos os doentes que lutam contra todas as suas condições para a qualidade de uma vida melhor, mas também sem deixar de parte os seus assistentes, que têm o papel tão importante de fazer com que isso aconteça, com que se alcance a cada dia um pouco mais do que se espera de uma qualidade de vida melhor para os doentes."

Inês Silva

 

 

Quinta, 11 de Fevereiro de 2021